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A importância da mulher na saúde masculina


Neste Novembro Azul, a equipe da Lótus desenvolve ações para relacionar a saúde feminina à masculina, ressaltando a atuação da mulher como figura ativa no resgate da atenção à saúde por parte do homem. 
 
Historicamente, o  “cuidar “ é visto como tarefa feminina. O imaginário social vê o homem como ser invulnerável e acaba contribuindo para que ele menos se cuide e mais se exponha a situações de risco. Assim, o ser homem ou ser mulher implica a incorporação desses atributos e funções, como forma de representação, valorização e atuação em uma determinada cultura.
 
Dados de pesquisa brasileira mostram que 70% das pessoas do sexo masculino que procuram um consultório médico tiveram a influência da mulher ou de filhos. O estudo também revela que mais da metade desses pacientes adiaram a ida ao médico e já chegaram com doenças em estágio avançado. Os exames de rotina e consultas mais frequentes são preconizados a partir dos 40 anos. 
 
Algumas pesquisas brasileiras sobre a saúde masculina revelam algumas questões que podem afastar o homem dos cuidados regulares de saúde, entre as quais podemos citar:
-  O horário de funcionamento dos serviços de saúde coincide com a carga horária de trabalho. Os horários de funcionamento das instituições públicas de saúde nem sempre são conciliáveis com os horários das pessoas que se encontram inseridas no mercado de trabalho formal, independentemente de serem homens ou mulheres.
- A vergonha de ficar exposto a um outro homem ou a uma mulher . No que se refere à temática de câncer de próstata, os depoimentos dos homens indicam resistência em ter de mostrar partes de seu corpo tão íntimas, o que seria demandado numa situação de exame de próstata. 
- Não perceberem um acolhimento ou atendimento movido por ações de saúde voltadas à população masculina. Percebem as ações preventivas se dirigirem quase que exclusivamente para mulheres.
 
Com base na identificação dessa problemática e na tentativa de corrigir um equívoco histórico, o Ministério da Saúde lançou, em agosto de 2009, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem - o PNAISH (BRASIL, 2008), para assistir os homens entre 25 e 59 anos. A faixa etária em foco que embora represente 41,3% da população masculina, e 20% do total da população brasileira, além de ser uma parcela preponderante da força produtiva com significativo papel sociocultural e político, não estava, até então, incluída em nenhuma política de saúde.
 
A Política Nacional de Atenção Integral da Saúde do Homem (PNAISH) tem como diretriz promover ações de saúde que contribuam significativamente para a compreensão da realidade singular masculina nos seus diversos contextos socioculturais e político-econômicos, respeitando os diferentes níveis de desenvolvimento e organização dos sistemas locais de saúde e tipos de gestão de Estados e Municípios.
 
Fonte: PNAISH, 2012
 





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